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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Bate Papo Na Estante: Entrevista com a autora JL Mac *Editora Charme* #SemanaDestruaMe



1)    Em que você se inspirou para escrever Destrua-me?
Eu estava no trânsito, saindo do shopping, quando um outro motorista provocou um acidente bem à minha frente. Isso me fez pensar nos personagens e na história de Destrua-me.

2)    Josephine é uma personagem muito inspiradora. Apesar de tudo o que aconteceu em sua vida, ela não desistiu. De onde vem essa força de Jo? E o que você mais gosta nesta personagem?
Acho que muitos dos pontos positivos da Jo são baseados em como as mulheres, em geral, gostariam de ser vistas. Eu queria que ela fosse retratada da forma que todas as mulheres gostariam de ser retratadas. Queremos ser fortes, destemidas e dispostas a fazer o que precisamos, mas ao mesmo tempo queremos ser amadas, desejadas e ser necessária à alguém tanto quanto queremos que o outro necessite de nós.

3)    E Damon? Ele é uma contradição. Dominante e tão frágil ao mesmo tempo... É impossível não se apaixonar. Como foi criar um personagem com características tão extremas?
Na verdade, foi muito fácil escrever Damon. De um modo geral, acho que os homens são fortes, mas ao mesmo tempo bastante frágeis, o que os torna muito mais cativantes. Damon esconde seu lado frágil, mas uma vez que o leitor tem a oportunidade de enxergar o que está debaixo de suas camadas, é impossível não amá-lo. Eu adorei contar a sua história.

4)    O que os leitores podem esperar em Destrua-me?
Os leitores podem esperar sentirem muitas emoções ao ler Destrua-me. Eu, realmente, me emocionei muito ao escrevê-lo.

5)    Vamos falar um pouco sobre você? Conte-nos um pouquinho a respeito de você e seu processo de escrita.
Eu não tenho muito a contar. Sou uma dona de casa de 28 anos anos, tenho uma vida comum, com três lindos filhos e um marido incrível, o que faz com que escrever romances seja algo muito fácil para mim. Gosto de ler, cozinhar e passar tempo com a minha família. Como eu trabalho em casa, o meu processo de escrita, muitas vezes, é um pouco disperso, já que escrevo quando posso. Às vezes, eu uso meu celular para anotar algumas coisas para não esquecer. Ouço músicas para me inspirar. Assim que uma ideia para um livro surge na minha cabeça, eu rapidamente escrevo um breve resumo, para que possa construir a história a partir daí. E eu começo a escrever todos os meus livros num caderno. É bem divertido reler minhas anotações originais de cada história, além de ver nomes, locais e outros detalhes alterados antes da publicação.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Bate Papo Na Estante : Entrevista com a autora Gislaine Oliveira

Oi Pessoal! Sexta-feira chegou \o/ Para mim a sexta mais esperada do ano chegou, por quê? Porque nesse exato momento estou passeando pelos corredores da BIENAL. Uhuuuul \o/ 
Mas, como não ia (e não vou) deixar vocês na mão, deixei nossa coluna do dia prontinha.A entrevistada de hoje é a autora/blogueira Gislaine Oliveira. Ela é uma fofa e vocês vão amar conhece-la. Vamos lá ? 






RESENHA DE JUSTA CAUSA EM BREVE!


Quais são seus autores preferidos? 
Primeiramente Mirian, quero agradecer pela oportunidade. Muito obrigada de coração. Bem, eu não tenho um autor preferido. Nem autores. Leio de tudo e sou sincera ao afirmar que raramente verifico o autor. Se a capa, a sinopse me chamar a atenção, eu leio. E muitas vezes nem me dou conta de quem é o autor. Mas posso citar Dan Brown em literatura estrangeira. Mas quanto a literatura é nacional, gosto de Paulo Coelho, Machado de Assis e Pedro Bandeira. Quando se trata de novos autores, gosto de conhecê-los antes de ler a obra. E ver se eu me identifico com o autor.

De onde vem sua inspiração? 
Há quem diga que a vida é um livro, eu acredito que a vida é uma biblioteca. A inspiração vem da própria vida. Das coisas que eu vejo acontecendo. Do que eu observo ao meu redor. Das coisas que eu vivo. Que eu conheço. As pessoas são uma fonte inesgotável de histórias. Você nunca ficará sem inspiração se for um bom observador.

Você sempre quis ser escritora? 
Sempre. Eu aprendi a ler muito cedo e sempre fui uma leitora muito crítica, pra não dizer chata. Eu nunca me sentia feliz com os finais e criava os meus para cada livro que lia. Até que percebi que isso não fazia sentido e passei a escrever minhas próprias histórias. Mas eu tentei seguir outros caminhos (fiz ballet clássico, técnico em química), mas as minhas mãos sempre voltam para as letras.


Você encontrou alguma dificuldade em publicar seus livros? 
Impossível não esbarrar nelas. A primeira foi a falta de informação, você termina de escrever, mas não sabe o que fazer com aquele arquivo que se encontra na sua frente. Depois ganhar crédito das pessoas. As pessoas são cruéis e infelizmente muita gente não acredita que um livro possa ser publicado. Há infelizmente, os que ainda acreditam que escrever é apenas um sonho distante. Bem, para mim, é a minha profissão. Mas se você tem certeza do que quer realmente, meio caminho você já andou. O resto é trabalho.

Qual livro está na sua cabeceira? 
Sou do tipo de pessoa que lê vários livros ao mesmo tempo. Não consigo focar em uma leitura. Tenho dois livros em e-book, mais três físicos,... Mas no momento estou lendo Percy Jackson, Entre Outubros e Recado na areia.

Conte um pouco sobre o livro Justa Causa. 
Justa Causa é uma comédia romântica, é um livro curto, com 162 páginas e é uma leitura leve e gostosa. Narrado pela Andréia, uma garota de 18 anos que ainda não esqueceu o ex. Mas a vida segue e ela precisa trabalhar. E é aí que ela conhece o Diego. O lindo e arrogante chefe. Que poderia ser uma bela distração se ele não parecesse querer demiti-la a todo momento. Mas as coisas mudam e quando eles precisam trabalhar juntos, a história vira. E começa uma divertida história que provará que diferença de idade, classe social, humor, ou qualquer coisa não é suficiente para acabar com um amor.

Conte um pouco sobre seu livro Os Sonhos de Rita. Qual a previsão de lançamento? Como está sendo mudar de editora?
Os Sonhos de Rita foi o primeiro livro que escrevi, embora não tenha sido o primeiro a publicar. Nele conhecemos a Rita, uma adolescente com o dom de prever o futuro através de sonhos. E isso parece ser divertido, até ela sonhar com o próprio casamento. E para seu desespero, o noivo não é o seu namorado, Felipe. Os dois então saem em uma busca para mudar o trágico destino. Mas tudo fica ainda mais complicado quando chega um novo colega na escola. Thiago, o noivo.
Nesse livro narrado em terceira pessoa, podemos viajar dentro da cabeça dos personagens principais e podemos perceber, que nem tudo é realmente o que parece ser. E descobrir até onde somos capazes de ir por quem amamos. O que somos capazes de deixar para trás e até que ponto largar tudo, vale realmente a pena.
Ainda não tem data de lançamento. Estamos na fase final já. Dando os últimos ajustes. Mas ainda há outros lançamentos na frente. Acredito que ele será lançado no fim do ano.

Bem, em Justa Causa, eu não trabalhei com nenhuma editora. Publiquei independente através do Clube de Autores. Mas está sendo bastante legal trabalhar com a Novo Romance. Mas é diferente. Quando você faz tudo sozinho, os prazos, as decisões, os parceiros, as mudanças, são sua total responsabilidade. O sucesso ou fracasso depende apenas de você. Quando trabalhamos com uma editora, deixamos que outras pessoas interajam no nosso trabalho. Mas eu confio bastante no trabalho da NR e posso afirmar que o resultado está sendo muito bom. 


Bom Gi eu que agradeço pela atenção e carinho que você deposita no blog, sempre comentando e participando, eu te adoro como autora, como blogueira, como amiga pra fofocar de madrugada... hahaha. Enfim, te desejo toda sorte do mundo nesse novo projeto, porque talento você já tem e muitooo .


sábado, 16 de agosto de 2014

Bate Papo Com O Autor : John Keller

Olá Pessoal! O Bate Papo dessa semana é com  John Keller, autor do livro O Grande Baile de Máscaras. Vamos conhecê-lo ? 





 Como é sua rotina para escrever? O você tem alguma rotina para escrever, alguma disciplina, um horário determinado ou escreve quando surge oportunidade?
Sim tento manter uma rotina para escrever diariamente. 


Posso me julgar um escritor noturno levando em consideração que mais de 90% do que escrevo é entre 00:00 e as 4:00 da manha. 

 Quanto tempo demora para concluir um livro?
Apesar de " O grande baile de mascaras ser uma história curta, demorei 6 meses para termina-lo. Não por questão de falta de inspiração ou algo assim, mas sim por te-lo  escrito em uma época que participava de muitas atividades culturais que me tomavam tempo.

As histórias “se escrevem” sozinhas ou você na trama inteira, seguindo depois um esquema previamente traçado?
Em o grande baile de mascara basicamente a história foi se escrevendo sozinha, já que a própria dependia de alguns acontecimentos reais da vida de amigos. 
Porém em outras obras sinto a necessidade de traçar alguns aspectos para que ela se desenvolva melhor. 

De onde vem a inspiração?
A inspiração algo complicado de se trabalhar, mas também algo único de cada um. Boa parte vem da minha vida e vida de amigos, fotos que são alterados por minha mente fértil. 
Parte de sonhos assim como o baile de mascara foi um deles. Um que acordei dando muita risada. 

Como a literatura entrou em sua vida? 
Comecei a gostar de literatura ainda na escola, volta de meus 13 anos através da poesia. 
De inicio comecei estudar a fundo a linguagem poética. Inicia do então meus próprios poemas. 
Depois comecei a escrever texto curtos. Porém nunca os guardei então não existem mais. 

Quais são seus escritores preferidos? 
Escritores tenho uma longa lista mas citarei só alguns. 
Mário Quintana, 
Paulo Coelho,
Leminski. Verdadeiros trovadores. 

Atualmente me impressiono muito com George R.R Martin. 
Por seus textos bem traçados e tramas de uma inspiração de dar inveja a muitos, creio eu. 

Como o você concilia suas carreiras?
Conciliar carreiras é a parte mais difícil, muitas vezes acabo indo trabalhar exausto por escrever a noite toda, ou por ficar na frente do pc imaginando cada detalhe do livro. 
"Trocaria meu trabalhos por minha escrita. Mas não trocaria a escrita por trabalho."

Conte um pouco sobre seu livro O Grande Baile de Máscaras.
"O Grande baile de mascara" começou com um sonho. Exatamente  o mesmo sonho que Monster tem três vezes. O sonho que eu tive três vezes. A partir dai eu o comecei sem nenhuma pretensão. Fatos do dia a dia com amigos foram dando origem a mais cenas na minha mente, acabando criando mais e mais contextos. 
Boa parte são totalmente fantasiosa, assim como tudo que envolve Rick Alstin. 
É engraçado pois muitas vezes eu dizia que o livro deveria chamar "as aventuras de Rick Alstin" devido a o tamanho apego que criei com o personagem. Para mim ele é o cara da história. 

Conte um pouco sobre seu novo projeto. Você acha que amadureceu sua escrita após sua primeira obra? 
O novo projeto é um gênero totalmente diferente do primeiro livro. 
Afinal de um romance para um mundo fantástico, cheio de mitologias, é algo muito distinto. 
A serie Diary of Thirteen deve contar uma lenda passada por doze gerações de criaturas sobrenaturais. 
Caberá a decima terceira o destino do universo. 
Muitas aventuras os aguardam nesta jornada. 

Quanto a amadurecer. Sim sem duvidas percebo uma obra mais enxuta. Mais planejada e arquitetada para prender o leitor com os personagens, além de uma boa pesquisa mitológica. 


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Bate Papo na Estante : Autora Keila Gon

Olá Pessoal!Mais uma sexta-feira chegou \o/ E com ela sempre chega nossa coluna Bate Papo na Estante, desta vez tive a honra de entrevistar a autora Keila Gon, autora da série Cores de Outono, vamos conhecê-la?




Leia a resenha 

Você sempre quis ser escritora?
Nunca imaginei que poderia escrever um livro. Sério. Sempre gostei de ler, muito, mas nunca sentei para escrever... E quando fiz, foi para minha diversão. CORES foi minha primeira aventura no mundo das letras e decidi levá-lo a sério no momento em que minha irmã leu... e ficou olhando para minha cara... tipo... “Onde você copiou isso? Foi você mesmo que escreveu?” Mas é minha irmã e irmão apoia irmão, então, quando outras pessoas deram o mesmo feedback, entendi que era possível publicar a história.

De onde tira inspiração para seus livros?
Bom, Cores tornou-se uma saga porque não dava para contar tudo em um livro. E a inspiração para essa história veio do mesmo lugar...
Eu estava em uma viagem na Holanda e fiquei vendo pessoas muito diferentes, pensando em quanto à cultura de um país pode influenciar a personalidade de alguém... Quando voltei, fiz algumas outras viagens, ( sempre vou para uma cidade perto da minha antiga casa, na montanha, Campos do Jordão... amo aquele lugar) e algumas coisas foram se encaixando nestas impressões... O contato com a natureza ( que aprecio desde a infância e sempre esteve presente na minha família), somei a isso as lembranças dos causos(lá de Minas, que meu avô paterno contava), outras experiências reais de pessoas reais ( no caso minha irmã, minha Tata), filmes (principalmente o desenho A Bela e a Fera e o filme Orgulho e preconceito de 2005), e livros que deixaram marcas profundas  como Orgulho e preconceito, Cinco minutos, O fantasma da ópera, Efeito Sombra, Diários de Vampiro... E Música... ahhhh, não tem como explicar. É mais ou menos assim: quando a gente ouve uma música que mexe com o coração, ativa um botão... tipo ON ...sabe? E isso atiçou a vontade de sentar e colocar a emoção no papel. Para os outros livros sigo a mesma receita, revejo filmes que gosto, leio livros de fantasia... visito a montanha com frequência ( meus pais ainda moram lá), voltarei para Amsterdã em alguns meses e continuo usando a música como ferramenta de trabalho ehehehehhe.


Você encontrou alguma dificuldade em publicar seus livros?
Acho que tive a sorte de finalizar CORES em um momento de expansão da literatura nacional. Depois de escrever e registrar o manuscrito, mandei para algumas editoras e tive um retorno positivo de algumas... mas a parte” fantasia” ainda era um tabu. A maioria das editoras estava publicando apenas romance...mas não demorou muito para fechar com a Novo Seculo e tenho que parabenizá-los por incentivar a ficção/ fantasia no Brasil.

Você se dedica inteiramente a escrita ou possui algum hobby ou profissão?

Fui contratada pela Novo Século no começo do ano. E entre escrever e cuidar da família ( vulgo casa, marido e filha), não me sobra tempo nem para respirar.. que dirá um hobby ou mais uma profissão! Kkkkk Se souber como arrumar um tempinho extra me diz, porque nem as madrugadas estão dando conta kkkkkk

 Tem algum personagem preferido em seus livros?

Todos eles tem um cantinho especial em meu coração, principalmente porque foram inspirados em pessoas reais. Vincent é o mais fictício dos meus personagens, por isso talvez... eu disse talvez... ele exija mais atenção. Mas não tenho um preferido... JURO.


Tem algum autor/ livro preferido?
MUITOS!!!! Kkkkk Vamos lá.... José de Alencar - Cinco Minutos, Orgulho e preconceito - Janne Austen,  O fantasma da Ópera - Gaston Loreux,  a mensagem por trás do romance de Jeanne Le Prince Beaumont... A Bela e a Fera, Sherlock Holmes de Sir Arthur Conan Doyle, Diários de Vampiro – Lisa J Smith, A Maldição do Tigre – Colleen Houck, Procura-se um Marido -  Carina Rissi....Ahhhhh são tantos kkkk

Tem alguma dica para os novos escritores?

Dica? Hum... Não desistam. A teimosia é a melhor amiga de um escritor iniciante. E leiam sua história com olhos de leitor, use sua paixão para criar seu texto e ... revisões... nunca são demais. JURO. Ah... Sim...PUBLICIDADE. Invista nela e prepare-se porque dá sim muito trabalho kkkk.

Como você começa a escrever um livro? Você faz rascunhos? Escreve em papel ou no computador? Tem algum lugar especial para escrever?

Normalmente começa com a história te perturbando ao ponto de não conseguir dormir... kkkk e você literalmente tem que colocar no papel... em que papel depende... qualquer coisa serve até chegar ao computador kkkkk blocos, cadernos, guardanapos de papel... as ideias vão sendo construídas, cenas inteiras às vezes... e passar para o computador requer paciência e ordem. Eu uso um mural, com fotos, desenhos e mil anotações, claro, para fazer um cronograma do que eu quero, ou do que eu não posso esquecer. Porque  quando se começa a escrever, na maioria das vezes, os personagens ganham vida e decidem muito por  você... Serio.
Ahhh e lugar especial? Tenho não. Normalmente onde está meu computador : )

E para terminar gostaria de agradecer a entrevista e gostaria que você deixasse o dia e o local que estará na Bienal do livro!

Vou estar no estande da Editora Novo Século nos dias 27, 28, 29 e 30 de Agosto.
Endereço da Novo Século na Bienal SP : RUA  - B  estande B598

Obrigada!

Eu que agradeço Mirian!! Obrigada pela paciência e apoio!
BEIJOS e muito Sucesso para o “ Mais um Livro na estante”
Keila Gon










sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Bate Papo na Estante : Autora Ize Chi Kiohaan

Olá Leitores! Mais uma sexta-feira  chegou e com ela sempre chega nossa coluna "Bate Papo Na Estante" . A entrevistada da vez é a Ize Chi Kiohaan, autora do livro A Herdeira do Mar. Vamos conhecê-la?








1 – A série “A Herdeira do Mar” será composta de quantos volumes?
Estou prevendo uma trilogia, mas pode ser (veja bem, é uma possibilidade) que feche em apenas dois volumes. Isso porque, apesar de eu ter previsto uma série de acontecimentos, tenho medo de ter que “enrolar” entre eles, tornando três livros desnecessários (como vários autores fazem). Mas isso só o tempo irá dizer; na medida em que eu for escrevendo a continuação, saberei melhor ^^

2- Você tem uma pretensão de quando será lançado o próximo livro da série? Ele já está escrito? Já tem um título? Você tem algumas dicas do que podemos esperar da continuação da estória?
A pretensão era esse meio de ano, mas nada sai como planejamos rsrs
Estou prevendo até o final, então, e espero mesmo que esteja pronto até lá. Não gosto de fazer os leitores esperarem, e eu mesma, como leitora, nunca gostei de aguardar continuação. Por isso entendo bem o lado de vocês :)
Não defini o título (aliás, sou péssima pra isso – vide os nomes dos capítulos), e, não, ainda não está escrito. Mas vocês podem esperar momentos mais “darks” por parte da Cordélia. E não se preocupem, a relação dela com o Morgan não será abalada (não partirei para o clichê “separa e depois reúne o casal” xD).
A maior surpresa será por parte do vilão Zózimo; pretendo colocar capítulos inteiros contando a história dele, de forma que os leitores se sintam próximos e possam entende-lo!

3- Além da série “A Herdeira do Mar” você tem algum outro projeto em mente?
Vários! Um deles já estava com vinte capítulos escritos, mas resolvi reescrever tudo desde o início (foi mais o menos o que fiz com AHdM). No momento, está em off, pois quero acabar a continuação de AHdM antes de me dedicar a ele. Só posso dizer que a personagem principal é bem diferente da Cordélia, é de fantasia e passa longe das sereias! Rs

4- Onde você busca inspiração para escrever?
Pergunta difícil. Acho que a inspiração simplesmente “bate”. Tem dias que não sai uma única linha, e dias em que escrevo sem parar. Até hoje não descobri uma forma de controlar essa “inspiração”, o que seria maravilhoso: assim, toda vez que eu tivesse tempo livre, poderia me dedicar à escrita de qualidade. Mas nem sempre funciona assim, o que é uma pena =/

5- Quais são seus livros e autores preferidos?
Sidney Sheldon está eternamente entre meus favoritos, além de Bernard Crowell com suas ficções históricas. Mas recentemente acrescentei um autor à lista: Brandon Sanderson, autor de “Mistborn”, recentemente publicado no Brasil. Ele é “o” cara! Li toda a trilogia em inglês e me apaixonei pelo autor!

6- Qual livro está na sua cabeceira?
Hum... Meu Kindle tem mais de 200 livros na espera para serem lidos rs
Sou uma leitora compulsiva, no sentido extremo do termo: só esse ano, já li mais de 120 livros. Mas acho que meu próximo será “O aprendiz de Assassino”, da Robin Hobb, que é muito elogiado.

7- Quais os conselhos você daria para pessoas que têm o sonho de se tornarem escritoras?
Nunca desistam, e nem esperem que uma oportunidade caia do céu. A maioria das pessoas acha que é necessário uma editora para escrever, mas a verdade é que editora brasileira não está interessada em autor nacional. Sim, existem algumas de porte pequeno, mas publicar por elas dá na mesma que realizar autopublicação. Basta procurar serviços gráficos (ou aprender na marra), que você poderá ter seu livro publicado ^^

8- Quais são os desafios de uma escritora independente? E quais as vantagens de optar pela auto publicação?
Eu havia escrito um artigo inteiro sobre isso aqui ,mas, resumindo: as desvantagens são conseguir publicidade e distribuição. Não posso distribuir meu livro físico nas livrarias, tendo apenas a venda online como opção, incluindo o ebook. E a publicidade eu preciso ou pagar do meu próprio bolso, ou correr atrás de parcerias. Acaba sendo muito mais cansativo para o autor, pois além de escrever (e ter uma vida, já que poucos escritores vivem efetivamente da sua escrita), precisa ser publicitário, editor, gráfico, relações públicas... Enfim, tudo em uma única pessoa. A vantagem é a independência; não tenho que responder a ninguém. É bem verdade que uma editora cuidaria de tudo que citei acima, mas também “mandaria” no autor. Valeria a pena? Se for uma editora grande, provavelmente sim, pois o banco de dados (o público-alvo deles) seria grande o suficiente para fazer o livro decolar, além de ser vendido em todas as grandes livrarias. Mas e quanto à uma editora pequena? Ela não tem muito mais a oferecer do que um autor autopublicado pode conseguir. Logo, opto por ser independente, fazendo as coisas da forma como eu quero, sem esperar aprovação de ninguém.

9- Qual seu personagem preferido do livro? (O meu é o Morgan *-*)
Acredito que todos tenham se tornado meus favoritos! Eu amei escrever cada um, e criar as personalidades deles. Mas confesso que tenho um carinho especial pelo núcleo de animais aquáticos; adorei descrever o Tip, o Eddie e a Sandi! Rs

10- O que você tem em comum com a Cordélia?
Eu escrevi a Cordélia baseada num ideal que eu tinha em mente para uma personagem que seria sereia. Nada de “menina boba e tímida” para alguém que tem uma beleza capaz de encantar, certo? Logo, não me ative muito ao que eu teria em comum com ela ou não. Mas várias leitoras já me fizeram essa pergunta, e acabei parando para me analisar. Acho que o nosso ponto comum é justamente a teimosia, que bem direcionada se transforma em persistência. Eu sou uma pessoa que não desiste, que continua insistindo até conseguir, e acho que a Cordélia tem uma nuance exatamente assim.

11- Por todos os detalhes do cenário do livro, deu para perceber sua extensa pesquisa e paixão pelo mundo das sereias. Então, se você tivesse a oportunidade, o que faria em Atlântida por um dia?
Quer saber um segredo? Eu não era tão apaixonada assim pelas sereias quando comecei a escrever rsrs
Ok, eu adorava o filme da Disney, mas não era tão fanática assim. Foi só depois que bateu a ideia, e eu resolvi fazer uma boa descrição com pesquisas, que realmente me apaixonei pelo mundo que eu mesma criei. Mas ainda acho que muitos livros retratam as sereias de forma errônea, descrevendo pouquíssimo do mundo delas, ou o fazendo de forma boba e pouco crível.

Quanto ao que eu faria? Bom, só se eu tivesse os dons da Cordélia... Pois eu adoraria brincar com o Eddie e nadar com os tubarões! rsrs


Gostaram? Então tenho uma boa notícia para contar! Em parceria com a autora iremos sortear um kit da série A Herdeira do Mar e Marcadores personalizados aqui do MULnE. Fique de olho que em breve postaremos uma mega promoção!


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Bate Papo na Estante : Entrevista com a autora Letícia Godoy

Olá Pessoal! Hoje é dia do escritor e em homenagem irei abrir uma nova coluna no blog : Bate Papo na Estante, onde estarei trazendo entrevistas com nossos queridos autores nacionais todas as sextas. E na estreia da nossa coluna entrevistei a minha amiga linda Letícia Godoy autora do livro Jurada pelas Sombras 




Você sempre quis ser escritora?
R: Primeiramente gostaria de agradecer, de coração, pela oportunidade que me destes ao me chamar para esta entrevista! Eu sempre sonhei em ser entrevistada e falar um pouquinho do que mais amo fazer e a sensação de estar acontecendo agora, neste exato momento, é inexplicável! Então de verdade agradeço!
Olha, eu sempre, sempre quis ser escritora! Talvez porque eu tenha aprendido a ler e a escrever muito cedo, aos 4 anos de idade, e só pude ir à escola com 6 anos. Então, eu ficava em casa e minha mãe me comprava caderninhos e eu acabava os preenchendo com histórias de contos de fada. Às vezes rolava até ilustrações (risos), o que resultou em outra paixão, o desenho!Meu avô materno também contribuiu muito para isso, ele era um verdadeiro contador de histórias (acredita que ele viveu 109 anos? É muita história numa pessoa só!) e éramos muito ligados. Acabei trazendo um pouco de tudo o que ele me contava para as minhas histórias e fui amadurecendo. Parece mentira, pois eu tenho só 20 anos, mas já escrevo a cerca de 12 ou 13 anos. Sério, já nem me lembro mais quando comecei, pois parece que faz parte de mim! Um dia decidi brincar de escrever e quando percebi, aquilo era tão natural que não podia viver mais sem!

De onde tira inspiração para seus livros?
R: Depende muito! Ás vezes a história vem e não deixa minha cabeça e eu preciso, a todo custo, colocá-la no papel! O difícil é quando isso acontece em locais inusitados, como um dia, a história veio e eu estava na faculdade, não tinha levado computador e a professora estava explicando matéria, não tinha como escrever! Mas estava me torturando! Então fui ao banheiro e gravei tudo o que eu pensei e voltei para a sala muito mais aliviada! Outra vez, nós estávamos brincando na faculdade de tornar todo mundo um personagem nos meus livros e uma ideia excelente veio! Anotei e hoje já estou quase a concluindo! Às vezes vejo pessoas nas ruas, ás vezes lembro-me de histórias que me contaram, ás vezes me baseio em minha própria vida e dou asas a minha imaginação. Quando vejo, já ganhou vida e eu preciso continuar! E para me ajudar, eu sempre escuto músicas! Principalmente quando estou com bloqueio criativo, adoro escutar musica clássica para ajudar a desbloquear, tipo Mozart! Ele é divino! Ou mesmo os meus álbuns de metal. As banda que mais me rende inspirações é Nightwish, Tristania (álbuns antigos), Epica, Lacrimosa e Cradle of Filth, mas tem muitas outras músicas aleatórias que já fizeram parte de momentos inspiradores!

Você encontrou alguma dificuldade em publicar seus livros?
R: Com toda a certeza do mundo! Eu não sabia nada sobre o mercado editorial, apenas tinha um sonho e a mínima ideia de como iria alcançá-lo, eu apenas sabia que queria publicar o que escrevia. Muitos ex-colegas de escola riam de mim, diziam que eu era “iludida” demais e nunca ia conseguir. Acredito que isso tenha me motivado a buscar alcançar os meus objetivos, pois eu precisava mostrar a eles que quando temos um sonho, temos que fazer o impossível para alcançá-lo e hoje posso dizer que estou vivendo este sonho. Às vezes nem consigo acreditar! Afinal, foi uma luta desde a revisar, mandar para as editoras, esperar ansiosamente as respostas e quando um “não” chegava, era motivo para repensar o texto, mudar, melhorar e amadurecê-lo, até as respostas positivas começarem a chegar. Foram muitas positivas, acredite, mas os orçamentos que vinham eram desanimadores, afinal eu tinha apenas 18 anos (foi com essa idade que comecei a mandar os meus textos para todas as editoras possíveis) e um sonho, nada mais! Meus pais me fizeram correr atrás sem dar suporte para que eu aprendesse a valorar o que queria e acredito que isso tenha sido essencial. Batalhei até encontrar uma editora legal que atendia as minhas expectativas, percebi que o mercado era muito mais difícil do que eu imaginava e toquei para frente! Acredito que ainda enfrentarei muitas dificuldades, mas o legal é vencê-las, não é mesmo?

Você se dedica inteiramente a escrita ou possui algum hobby ou profissão?
R: Bem que eu queria me dedicar 25 horas por dia à escrita! Mas a realidade é bem diferente! Eu sou um pouco de tudo! Ajudo o meu pai com questões do trabalho dele, dou algumas aulas de inglês, sou estudante pesquisadora que atualmente é o meu “vínculo empregatício” fixo, faço bombons para vender e de tudo um pouco! E o meu hobby é ler e desenhar! Como já mencionei, desenhar para mim é uma paixão tão grande quanto escrever, mas sou melhor escrevendo e por isso desenhar se tornou um hobby para quando estou estressada e precisando me desligar do mundo!

 Tem algum personagem preferido em seus livros?
R: Com certeza! Eu amo o Gerard Chevalier de paixão! Ele é o mocinho/vilão da série Princesa Ipswich, cujo primeiro volume conclui há pouco tempo, mas ainda não acredito que esteja pronto para ser disponibilizado ao público. Estou na fase de ver se a história está boa, fazer as leituras críticas com os meus beta readers e tudo mais. Sei que se eu não publicar a série, ou achar que a história não está boa, vou escrever outra só para ele! (risos)
Mas acho que amo todos os meus personagens, tipo, a Elvira de Jurada pelas sombras é parte de mim! Eu me identifico muito com ela e o seu jeito de ser indiscreta em certos momentos. É sério, muitos leitores comentaram comigo que ela é um sarro, pois fala sem pensar e quando vê já foi! Acho que já fui muito assim também! E outra personagem é a Annabel de Borborema, romance que estou terminando. Annabel é cheia de conflitos pessoais, cheia de desafios para si mesma e eu acho que sou assim também, eu me desafio a todo momento. Acho que é isso!

Tem algum autor/ livro preferido?
R: Olha, se eu fosse dizer que tenho UM autor preferido, estaria mentindo, mas admiro muito Machado de Assis. Não é porque é clássico não, mas porque o cara, na minha humilde opinião, é um gênio! Adoro como ele tem total controle sob a narrativa a ponto de pará-la e conversar com o leitor! Eu espero, um dia, ser tão genial quanto ele! Aliás, é um dos meus objetivos para conseguir me superar sempre! Também admiro muito a Rachel de Queiroz, o Jorge Amado, Lya Luft e Carlos Drummond de Andrade. Ok, eu sou super patriota! Até os meus quinze anos, eu quase não conhecia literatura estrangeira! Mas sou doente por Emily Brönte e o seu O Morro dos Ventos Uivantes, para mim, uma obra completa em todos os sentidos! Também gosto muito de Stephen King, Anne Rice, D.H. Lawrence, Ernest Hemigway e o português Camilo Castelo Branco.
Do cenário contemporâneo, sou grande fã da Samantha Holtz, Susy Ramone, Lorena de Macedo, Karen Soarele, Suzanne Collins e Veronica Roth. Como eu disse, é impossível ter um apenas!

Tem alguma dica para os novos escritores?
R: Acredito que a palavra chave seja paciência e persistência! Se você acredita no seu potencial. Não desista! Não é a primeira janela fechada que vai te fazer desistir. Também precisa entender que vivemos em um país onde as pessoas não apreciam ler, e as poucas que leem mesmo, dão preferência a literatura estrangeira. Esta questão está mudando graças a ajuda de muitas pessoas como você, Mirian, que tem nos divulgado, mas ainda é uma mudança bem pequena e por isso paciência é necessária. Os pés precisam estar bem firmes no chão! E acho que é isso.

Como você começa a escrever um livro? Você faz rascunhos? Escreve em papel ou no computador? Tem algum lugar especial para escrever?
R: Eu começo quando acho que a história já amadureceu na minha cabeça, ou que eu já sei mais ou menos o que quero explorar dela, pois é mais fácil desenvolver depois. E sim, eu faço rascunhos! (risos) Escrevo, desde criança, em caderninhos escolares! Ainda tenho certo receio com o computador, principalmente após perder um livro quase todo digitado. Ainda bem que eu tinha os caderninhos! Por isso confio mais neles! Não tenho assim um lugar especial para escrever, mas adoro escrever em silêncio, no meu quarto.

E para terminar gostaria de agradecer a entrevista e gostaria que você deixasse o dia e o local que estará na Bienal do livro!
R: Eu que agradeço, de coração, a você Mirian que tem me dado um apoio imenso! Sério, essa oportunidade foi maravilhosa para mim! A todos, deixo o convite para me encontrar lá no estande da Editora Literata, na rua C estande 531 no dia 24 de Agosto, das 15 às 16 horas! Mais uma vez, valeu pessoal!



Eu queria agradecer a autora pela entrevista e convidar vocês para conhecê-la na Bienal do livro de São Paulo no dia 24 de agosto!


sexta-feira, 30 de maio de 2014

"Bate Papo Com O Autor "

ENTREVISTA COM OS AUTORES DA SAGA MAIS ALÉM DA ESCURIDÃO:




1- A série tem características únicas. Apesar de muitos livros e séries sobre vampiros apresentarem personagens que optaram por não se alimentarem de humanos, acabam mostrando a espécie caçando e transformando suas vítimas, vocês vão deixar essa parte de lado na saga ou vão incluir humanos e vampiros que se alimentam da forma “tradicional”? Os humanos são os fornecedores que abastecem espontaneamente as Casas Paraíso. Em ENTRE NÓS citamos a existência dessa organização. Agora em REVELAÇÕES, que é a continuação da série, vamos dar aos leitores a noção exata de como funciona esse processo dentro da comunidade vampírica. Teremos alguns trechos com personagens humanos, inclusive mostrando a diferença entre uma doação de sangue espontânea e uma realizada sob a força de domínio. Quanto a transformações, REVELAÇÕES vai mostrar aos leitores que nossa comunidade vampírica é muito bem organizada e para que isso funcione é preciso manter algumas regras, inclusive punições para aqueles que as descumprem. Por força dessas regras, nossos vampiros não saem por aí transformando os humanos. Essa parte será esclarecida no futuro, ao revelarmos o segredo a respeito da transformação de Carlie.

 2- Conte para nós o que devemos esperar para o próximo livro.
 Como o próprio título sugere, REVELAÇÕES trará a explicação de muitos dos mistérios que foram apresentados aos leitores em ENTRE NÓS. Mas não ficará só nisso. Novos personagens surgem para enriquecer ainda mais a trama e alguns terão importância fundamental no final épico que estamos preparando, com a grande batalha envolvendo os caídos contra anjos e vampiros, na tentativa de impedir que se cumpra a profecia citada no final de ENTRE NÓS.

 3- Qual seu personagem preferido na série? (O meu é o Donovan, rsrs).
 Catia: Eu sou suspeita! Fico muito dividida entre o John e o Donovan. Mudo de preferência constantemente (risos). Tudo dependendo da parte da história que esteja escrevendo. Os dois tem caraterísticas bem distintas e ainda assim são apaixonantes. Tem hora que amo um e odeio o outro, e então, dependendo do que aconteça no próximo capítulo, tudo muda.
Johnatan: Nós não desenvolvemos todos os personagens ainda. Tem muitos outros para entrar na história, mas minha preferência é pelo anjo. Esse personagem foi inicialmente criado por mim e apresenta muitos traços de personalidade com os quais me identifico.

 4- Vocês já têm uma definição de quantos livros terão a saga?
Temos sim. O projeto completo foi elaborado antes de darmos início ao primeiro volume e ficou assim: serão 6 livros. Os três primeiros trazem a história em si, da apresentação dos personagens aos leitores até a batalha final. Os três livros seguintes vão apresentar a história pessoal de cada um dos três personagens centrais. Então, teremos o livro da Carlie, que vai mostrar sua vida desde que ainda era humana, contar em detalhes como foi sua transformação e tudo que ela passou até conhecer o anjo. O livro de Donovan que vai apresentar ao leitor a outra face do nosso vampiro, toda sua história até conhecer Carlie e a mudança radical que ela causou em sua vida e por fim, o livro de John Fallen, que vai mostrar sua vida antes da queda, os primeiros dias dele na terra e suas aventuras até cruzar o caminho de Carlie.

5- Gostei muito do fato dos personagens principais da série serem adultos. Qual o motivo de vocês terem optado por essa faixa etária?
Não só os personagens principais, mas todos na nossa série, mesmo os novos personagens que surgem no volume dois, são adultos. Estávamos cansados das histórias de fantasia que são escritas visando apenas o público adolescente e acreditamos que mesmo eles, tinham essa curiosidade de ver como se desenvolvem os personagens de uma saga fantástica com mais maturidade, sem que para isso o autor os transformasse em personagens de terror. Queríamos fugir do clichê e fazer uma história mais madura, que apresentasse conflitos reais que qualquer jovem enfrenta, seja ele sobrenatural ou não.

 6- Quais são seus livros e autores favoritos? E o que não pode faltar em um bom livro?
 Temos uma vasta lista de autores que admiramos muito, dos quais somos fãs e que naturalmente influenciam em nosso trabalho. Podemos citar Lisa Jane Smith e seus Diários do Vampiro, Becca Fitzpatrick e a série Hush Hush, assim como George R. Martin e as Crônicas de gelo e fogo. Mas Eduardo Spohr e sua Batalha do Apocalipse estão sem dúvida nenhuma em primeiro lugar na nossa lista. Em um bom livro não pode faltar a inovação, o diferencial que torna a história especial. Também é imprescindível o fator surpresa. Acontecimentos inesperados que causam reviravoltas na história e levam os leitores a viajar por possibilidades que eles nem haviam imaginado e um bom final, daqueles que se tornam inesquecíveis.

 7- Qual livro está na sua cabeceira?
 Antes de ser autores, somos leitores e como bons leitores costumamos ter sempre um livro a mão. Mas nessa fase de reta final da criação de REVELAÇÕES fica muito difícil manter uma leitura de qualquer outro livro que não seja o nosso. Muita gente não faz ideia, mas quando você entra na fase de preparação para a revisão e na revisão em si, você acaba lendo seu livro pelo menos umas quatro vezes seguidas, às vezes até mais e num prazo bem apertado. Isso torna qualquer outra leitura muito cansativa, além de atrapalhar a concentração. Mas o meu último foi Anjos da Morte da série Filhos do Éden do Eduardo Spohr e o Johnatan terminou Quem é você Alasca? de John Green.

8- Muitos autores buscam inspirações em músicas. Vocês escrevem ouvindo música? Onde vocês buscam inspiração para a escrita?
Adoramos música! Até incluímos uma em ENTRE NÓS e em REVELAÇÕES mencionamos várias músicas em diferentes trechos do livro, para ajudar o leitor a entra no clima da cena. Mas na verdade a coisa funciona um pouquinho diferente. Nós não usamos as músicas como inspiração. Primeiro escrevemos, depois buscamos entre as músicas que gostamos, uma que se encaixe no trecho, para então incluir.

9- Qual foi a maior dificuldade que vocês encontraram durante a produção do livro?
Nossa maior dificuldade foi conciliar os horários. Eu sou do Rio e o Johnatan de São Paulo, então existia o problema da falta de tempo, por morarmos em cidades diferentes e também por mantermos agendas muito distintas.

 10- Vocês estarão em agosto na bienal do livro de São Paulo. Vocês estão ansiosos para conhecerem algum autor? Já tietaram alguém em encontros como esse?

 Ainda não, mas isso é inevitável! Estamos muito ansiosos e adoraríamos ter a oportunidade de conhecer o Eduardo Spohr pessoalmente e presenteá-lo com exemplares de nossos livros. Nem sabemos se ele vai estar lá, mas tudo indica que sim e ele é nosso ídolo Então, se tiver uma chance vamos tietar ele do mesmo jeito que gostaríamos de ser tietados.



                         Resenha do livro Entre Nós

Catia e Johnatan estarão na Bienal do livro dia 31/08 a partir das 15h lançando o segundo livro da série " Revelações".



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