quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Resenha: Battle Royale


Título original: Batoru Rowaiaru
Título: Battle Royale
Autor: Koushun Takami
Editora: Globo
Ano: 2014

Páginas: 694

Sinopse:
Em um país totalitário, o governo cria um programa anual em que uma turma do ensino fundamental é escolhida para participar de um jogo. Os estudantes são levados para uma área isolada, onde recebem um kit de sobrevivência com uma arma para se proteger e matar os concorrentes. Uma coleira rastreadora é presa no pescoço de cada um deles. O jogo só termina apenas quando um estudante restar vivo. Ao final do Programa, o vencedor é anunciado nos telejornais de todo o país. As regras do jogo foram criadas de maneira que haja uma forma de escapar. E a justificativa da matança é mostrar para a população como o ser humano pode ser cruel e como não podemos confiar em ninguém - nem mesmo no nosso melhor amigo da escola. Battle Royale foi publicado em 17 países e é considerado o inspirador de Jogos Vorazes. Em 2000, ganhou uma adaptação para o cinema com o ator Takeshi Kitano e a atriz Chiaki Kuriyama, de Kill Bill. O cineasta Quentin Tarantino declarou que Battle Royale é a história que ele sempre quis filmar.

Resenha
Toda essa trama escrita por Koushun Takami, em 1999 no Japão, seu único livro e publicado pela primeira vez no Brasil em 2014, gira em torno dos alunos Shuya Nanahara, Noriko Nakagawa, Mitsuko Soma, Shogo Kawada, Kazuo Kiriyama e seus colegas de classe, totalizando 42 alunos, que seguem para o que imaginam ser um simples passeio de escola, que não demora muito para revelar o quanto estão errados. Depois de um pequeno cochilo todos se encontram em uma sala de aula aparentemente normal, a não ser pelos soldados e um homem chamado Kinpatsu Sakamochi, anunciando que tinham sido escolhidos para participar do Programa, uma espécie de jogo de sobrevivência com apenas 1 vencedor (e um sistema de apostas entre os diplomatas sobre o palpite de quem vai vencer).
Munidos de um pequeno mapa da ilha usada como palco para o massacre, uma mochila com suprimentos, uma coleira rastreadora no pescoço e uma arma, que podia ser um garfo de cozinha ou uma metralhadora, para sobreviver o máximo possível, imaginando o que devem fazer, onde se abrigar, correr, lutar, quem é aliado ou inimigo. Tudo isso para uma turma do nono ano do ensino fundamental, que se mostraram grandes jogadores trazendo um desfecho surpreendente.
No decorrer da história passamos a conhecer um pouco do sistema político presente na província, o qual lembra muito o perfil dos ditadores asiáticos, onde o jogo é projetado para impor supremacia e eliminar revoltas contra o governo. Com esse cenário o autor consegui criar um palco perfeito para estimular a disputa entre os estudantes, nos fazendo entender o posicionamento de cada aluno.
Apesar de o livro ser grande a leitura acaba sendo muito prazerosa, pois parece que uma página chama a outra, graças aos grandes momentos de ação e lutas com descrições incríveis, mostrando a personalidade e vida dos alunos de um modo tranquilo, sem te deixar entediado, justificando de certa forma a atitude e comportamento de cada um, além de ter no final de cada capítulo uma frase indicando quantos alunos ainda estão vivos.
Muitos acreditam que Battle Royale inspirou a trilogia de Jogos Vorazes, devido as semelhanças, como diferentes armas, o contexto do jogo e organização política. Battle Royale também esteve presente nos mangás e no cinema, apesar de terem algumas diferenças nas armas e sequência de mortes.
Particularmente essa é uma das melhores histórias que eu já li e que merece 5 estrelas.

Façam suas apostas e boa leitura!

3 comentários :

  1. Esse aquele livro que acusaram a autora do Jogos Vorazes de ser plagiado né? Tenho curiosidade de ler só para ver se realmente é parecido.
    Você acha que a autora do jogos vorazes se inspirou mesmo nesse? É parecido?

    http://www.eucurtoliteratura.com/

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  2. Olá Tainan Barboza Generoso, bem na minha opinião a autora de Jogos Vorazes acabou se inspirando no livro Battle Royale, pois os dois apesar de se passarem em locais e épocas diferentes, tem muitos pontos em comum. Vamos as comparações:
    Battle Royale (BT) em toda a sua construção lembra perfeitamente o governo ditador asiático, fazendo com que o programa pareça que está acontecendo realmente e o intuito do jogo é eliminar qualquer movimento de revolta vindo da população, enquanto, ao meu ver, em Jogos Vorazes os jogos tem o mesmo sentido apesar de serem feitos com ares de um grande espetáculo.
    Outra semelhança é a questão dos quadrantes que a cada uma hora, como no Em Chamas, tem alguma armadilha, apesar do contexto ser um pouco diferente, ou seja, permanecer em quadrante proibido traz sérias consequências.
    Além de eu ter encontrado em BT uma referência ao tordo, sendo que o uso do som desse pássaro, assim como no primeiro livro de Jogos Vorazes, é usado para localização.
    As únicas diferenças são o uso da tecnologia, a forma como os jogadores são apresentados, o porque de como se iniciaram os jogos e que em Jogos Vorazes se é apresentada uma solução para todo o problema, diferente de Battle Royale que tem um final parecido com o do primeiro livro.
    Espero ter respondido de forma completa a sua pergunta. Abraços.

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